Meu Nome Não é Johnny

“O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos (…)”

Frase de Marguerite Yourcenar escrita no cartão de Natal que
a juíza Marilena Soares enviou a João Guilherme Estrella em 1996

Li na semana passada uma crítica que sentenciava: há tempos ninguém fazia a crônica de uma geração tão bem quanto Mauro Lima, diretor do longa. Fiquei um tanto desconfiada. Até que fui conferir, no dia da estréia, se era isso mesmo.

O filme conta a trajetória de João Guilherme Estrela, garoto da zona sul carioca que se envolve com o tráfico quando começa a vender baseados e pacotinhos de cocaína em festinhas privadas na sua casa e no seu círculo de amigos. A situação vai mudando aos poucos quando, ambicioso, ele se envolve com esquemas maiores até ser capturado pela polícia e preso.

O que me chamou a atenção nesta fita foi a facilidade com que João vai da vida de estudante de classe média a traficante procurado pelas autoridades. Percebi, então, que aquela era a crônica de uma geração antes da minha, que pode ser estendida, no entanto, ao que eu vi acontecer na adolescência. Quantos amigos eu já não vi passar da categoria de simples consumidores (do beck escondido no pátio da escola) a traficantes procurados. Isto na região do Morumbi, em São Paulo, considerada reduto das moradias de alto padrão.

Um dos problemas de Johnny é, no entanto, as cores melodramáticas pintadas na tela a partir da decadência do protagonista. Mas a atuação de Selton Mello faz o filme valer a pena, assim como o roteiro eficaz, apesar de um tanto quanto estendido.

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2 Respostas para “Meu Nome Não é Johnny

  1. Ainda não vi o filme, mas o termo “Globofilmes” me faz lembrar de filmes sobre favela, sertão, ou que parecem um capítulo da novela encurtado… Ou seja, um pé atrás bem grande. Vanessa, preciso falar com você mas não estou conseguindo! Que coisa!

  2. Não vi ainda esse filme.Na verdade, faz tanto tempo que não vou ao cinema que nem me lembro direito… Para falar a verdade, acho que a última vez foi quando assisti O Passado com a Mari.Mas, enfim, o que importa é que todo mundo está falando muito desse filme. Tenho um amigo que elogiou pra caramba por e-mail e já vi que você gostou também!Só posso dizer algo: estou curiosa para ver!Beijos 😉

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