Turning Point

Existe muita diferença entre gostar de algo e achar que aquilo é bom. Eu adoro Piratas do Caribe. E sei que não é a maior obra prima que o cinema já produziu. Mas não há, para aqueles que gostam de arte (qualquer tipo de arte), maior prazer do que encontrar algo que você gosta e, ao mesmo tempo, é bom.

Inspirada em uma idéia do blog do Ivam Cabral, aqui vai uma lista de obras arte que mudaram a minha vida. Podem não mudar a sua, veja bem, já que esta não é uma relação de recomendações a quem quiser ter sua vida mudada (ou seja, a toda população mundial).

São pequenos milagres que chegaram no momento certo e transformaram minha visão de mundo. Digamos que foram exatamente estes itens desta lista que fizeram com que eu continue vasculhando o mundo, como nos corredores de um sebo, atrás das pilhas em que colocaram os melhores livros. PS: são apenas alguns, pincelados, e não estão em ordem de importância. Não saberia colocá-los.

1. Ensaio sobre a Cegueira e a narrativa entrecortada e tão fluente de José Saramago.

2. Friends e a história de seis pessoas que formam a família que escolheram.

3. Ensaio. Hamlet e a maestria com que a Cia. dos Atores uniu todos os elementos da obra máxima de Shakespeare.

4. Mais Estranho que a Ficção e Zach Helm, um roteirista estreante que me fez assistir a seu filme cinco vezes e imaginar como pode alguém ter tanto conhecimento sobre a linguagem cinematográfica, o mundo contemporâneo e o relógio de pulso ao mesmo tempo.

5. House e a tarefa árdua de retratar a amargura humana como traço de genialidade, e não desvio de caráter.

6. Os Jardins de Kensington e a minha volta ao universo da literatura em um momento em que eu não acreditava mais em Peter Pan ou em sua estátua ou em viagens de ácido.

7. Os Sertões e a genialidade com que Zé Celso colocou 40 atores no palco para contar, visceralmente, a história de um povo. Entrar no Teatro Oficina pela primeira vez é uma experiência de encontro com o que tem de mais perturbador e delicado na arquitetura.

8. Os Beatles e a sua maneira de me mostrar como música e cultura pop podem se encontrar com a arte.

9. Hercule Poirot e sua massa cinzenta, sempre acompanhada do bigodinho impecável, que resolvia todos os crimes com base na capacidade de ligar os pontos certos.

10. Six Feet Under e todas as lições de roteiro que eu tomei sem ter que freqüentar cursos.

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Uma resposta para “Turning Point

  1. Idem:1;2;8;9.O 10 pra mim não é tão significativo quanto pra vc, mas não dá pra deixar de ser mencionado. Afinal, ele ensinou muitas coisas pra vc – coisas essas que vc ensinou pra mim.E assim todo mundo ganha! aeaeae!:)

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