Pare tudo e leia isso

Depois de meses sem um sorriso, o iceberg que comprimia seu riso se desprendia dele. “Essa doença me deixou de um jeito que filho me beijava, neto me beijava, mulher me beijava e eu não conseguia sorrir. Estava trancado por dentro”, diz. “Então, meu filho imitou o Costinha, vejam só, o Costinha, e destrancou meu riso.” Banal assim. Grande assim. Daquele dia em diante, João ria sozinho. Puxava um lenço encarnado para enxugar os olhos. E continuou rindo quando foi para casa. E nem queria rir tanto porque lhe doía por dentro. Mas não conseguia mais segurar. João sabia que morreria, mas tinha descoberto também o que o fazia viver.

Eliane Brum, da Revista Época, na reportagem “A Enfermaria entre a Vida e a Morte”

A reportagem integral pode ser lida no site da revista. Com tanta coisa dentro do espaço de uma banca de jornal, a gente se perde. Recomendo que você se perca nas linhas deste texto.

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Uma resposta para “Pare tudo e leia isso

  1. Aquela que não te viu no dia do aniversário!

    Eu realmente gostaria de saber o que está acontecendo contigo, Van! Sei que há algo de errado – muito errado! -, mas você não fala. Fico triste em saber isso… Triste mesmo! Sei que o teu sorriso também está preso, mas não faço a menor idéia do que está te prendendo, o que está atormentando a tua alma. Um sentmento de impotência assim é a pior coisa que uma amiga pode sentir… Sério!

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