Timing

Eu sou a mais ansiosa das criaturas. Ou, ao menos, compito seriamente entre as dez mais. Quero tudo para agora. Para ontem, se for possível. Não me concentro pensando em um grande dia, um grande evento. Disparo a comer tudo o que vejo pela frente quando minha vida se agita diante de uma grande novidade.

Em 2008, eu deveria ter me formado. Passei por alguns problemas, algumas crises, e não consegui. Briguei, esbravejei e, último sinal de tristeza para mim, passei a não ligar mais para a faculdade. Dois meses depois, eu havia encontrado a dupla perfeita para o meu trabalho de conclusão de curso e acabei tendo a chance de escrever um almanaque de séries de TV fantástico do qual me orgulho muito.

Isso é timing. De uns tempos pra cá, comecei a pensar que, de todos os problemas que eu reclamei ansiosamente na minha vida, nenhum deixou de se resolver – e no tempo mais certo possível. O último dos grandes problemas eu resolvo em junho, quando a minha vida vira, de novo, mais uma curva. Quantas pessoas podem dizer isso? A reflexão toda fez eu me sentir a pessoa mais sortuda do mundo. Se sorte  é mesmo a gente quem faz, eu aviso assim que eu descobrir o que diabos estou fazendo.

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