V – A Batalha Final

Alienígenas que chegam ao mundo e se dizem em missão de paz são o tema de V, série que a Warner vai estrear no Brasil em abril – e que já começou a promover com cabines de imprensa e eventos para jornalistas.

Nesta semana, eu assisti ao primeiro episódio da atração produzida pela emissora norte-americana ABC. Quatro já foram ao ar nos Estados Unidos. Os últimos seis, ao menos da primeira temporada, chegam por lá em março.

Pois você sabe que eu gostei bastante? Sou fã, sim,de ficção científica. Gosto de tudo que envolva naves espaciais e extraterrerestres. Mas também não fecho os olhos para o mal feito. E V tem seus pontos altos. Primeiro, é um remake de um clássico dos anos 1980 de mesmo nome. E a trama é bem interessante.

Ao mesmo tempo que os tais aliens chegam ao planeta munidos de um discurso do tipo paz e amor, oferecendo toda a sua tecnologia avançada aos humanos, e pedindo em troca apenas recursos naturais e um pouquinho de amizade, uma agente do FBI chamada Erica Evans (a sempre fraquinha Elizabeth Mitchell) investiga uma célula de atividade terrorista. Alguns passos depois, acaba descobrindo que o tal grupo pode ser formado por “V”s, já infiltrados entre nós há muitos anos.

Ponto alto: a trama toda se sustenta muito mais em um drama psicológico, com as manobras da líder V para dominar a raça humana fazendo uso de um instrumento por vezes mais poderoso do que o medo – exatamente por não incitar a revolta: a adoração. Alás, ponto alto 2: a atuação da brasileira Morena Baccarin, a líder Ana, está no tom exato. Superior, sem parecer irritante. Tranquilizadora, sem perder a energia.

Mas, existe um ou dois pontos bem baixos. O principal é a construção dos diálogos. Fracos, bem fracos. É claro que não dá para fazer coisa muito mais elaborada para a TV aberta norte-americana. É a mesma coisa que querer que uma novela tenha a qualidade e a profundidade dramática de uma série de TV. Mas não vamos exagerar na simplificação, não é mesmo? A cena em que a mãe pergunta para o filho se todos os seus problemas foram causados pela saída de seu pai de casa é vergonhosa.

No geral, no entanto, recomendo para quem gosta de ficção científica e de dramas psicológicos mais bem construídos. Sempre vale a pena prestar atenção na tal batalha final. Mas, na tela, bombas são sempre mais interessantes antes de explodirem.

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