Happy – Ou Crappy – Town

Tradicionalmente, séries que estreiam neste periodo do ano – a chamada Mid Season – foram feitas só para preencher espaço entre o final de uma temporada em maio e o começo de outra em setembro, período mais forte, daqueles produtos que realmente interessam.

Nem sempre é assim, claro. De tempos em tempos, surgem algumas séries de Mid Season que surpreendem. Não sei se você sabe disso, mas Seinfeld estreou em maio. Sex and the City também. Dois dos produtos mais bem criticados da história recente da televisão.

Minha intuição dizia que Happy Town, que chegou na semana passada aos Estados Unidos pelo canal ABC, poderia ser um desses casos. Construída em cima de uma trama de suspenses, a atração conta a história de uma cidadezinha de interior chamada Haplin, chamada por seus habitantes de Happy Town.

Há mais de uma década, um criminoso apelidado de Mágico começou a atacar na reunião. Nos anos seguintes, ele teria sido o responsável pelo sequestro de sete pessoas, uma por ano. Cinco anos atrás, encerrou atividades misteriosamente. Desde então, a cidade voltou a ostentar a paz pela qual se tornou conhecida. Até que, na primeira cena do primeiro episódio da série, acontece um assassinato bárbaro em um dos casebres de pescador próximos do lago.

A vítima também não era flor que se cheirasse – um homem conhecido pelo hábito de espiar garotas pela cidade -, mas nem por isso o crime deixou de chocar. E lá vai o xerife e seu filho, policial local, investigarem o que aconteceu. Enquanto isso, os dois ainda são pressionados pelos parentes dos desaparecidos nas mãos do Mágico, que ainda exigem respostas.

A série investe em um clima de terror que fica evidente desde o primeiro take. Não deixa barato as cenas de suspense como qualquer atração do gênero faria, chamando atenção para uma impressionante última cena do piloto. Dito isso, Happy Town é mais uma Harper’s Island, série fraca, de roteiro muito mal escrito, mas que vai servir para preencher o buraco de 13 episódios que foi criada para preencher.

Minha sugestão? Enquanto sua série preferida não volta, baixe episódios antigos daquele programa que todo mundo sempre te recomendou e você ainda não teve tempo de assistir. Homenageie a boa Mid Season assistindo, mais uma vez, a Seinfeld e Sex and the City. Mas passe longe de Happy Town. Pelos erros cometidos no piloto, nem a emissora acredita que tem alguma coisa digna de se ver nas mãos.

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2 Respostas para “Happy – Ou Crappy – Town

  1. Assisti a um trailer e confesso que não gostei muito do que vi. “Happy Town” definitivamente não é o meu tipo de série – tenho medo para acompanhar suspenses -, mas não me conquistou nem pelo teaser… Triste, né?! Depois de ler teu texto, vi que não estava errada. Acho que prefiro continuar revendo os antigos episódios de “Felicity” ou “Dawson’s Creek” que eu ganho mais… =P Hahahahaha!

  2. a serie é realmente boa, ela tem um suspense bom e uma historia legal e interessante, pois atrai quem assisti, porem não recomendo que a vejam 😡 pois o ultimo episodio é decepcionante e faz quem assistiu sentir que perdeu um grande tempo de sua vida! em geral, a serie é boa, mas o ultimo episodio estraga tudo que se viu antes.

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