Lost e as coisas que não existem

Quem passou boa parte da última semana roendo as unhas de ansiedade pelo último episódio de Lost se enganou. A série das grandes perguntas nunca foi a série das grandes respostas. E, por isto, boa parte dos fãs da atração, que encerrou sua jornada no último domingo, dia 23, se decepcionou com o capítulo final, exibido no Brasil dois dias depois pelo canal pago AXN.

Isto porque, se Lost passou seis anos fazendo perguntas, nunca prometeu respondê-las. Foram seis anos exatamente explorando este tipo de ficção mais interessante do que o simples, o linear, o texto com começo, meio e fim. Mas, ao sofisticar sua narrativa na medida em que as temporadas saíam do forno, Lost incorreu em outro erro: o da massificação de uma proposta que não atende o interesse das massas.

Quando deu seu pontapé inicial, lá em setembro de 2004, a premissa era a seguinte: um grupo de 48 passageiros de um avião cai em uma ilha em um ponto qualquer do Oceano Pacífico. E estes sobreviventes precisam lidar com as necessidades óbvias de um acidente nestas proporções – encontrar água, comida e um abrigo no meio da floresta. O problema é que esta floresta não é muito amigável. Já nos primeiros episódios, descobre-se um urso polar no meio da selva tropical e um monstro de fumaça que intrigou a todos por muitas temporadas.

A tal premissa atraiu todo e qualquer telespectador com uma queda por histórias de suspense, o que não é pouca coisa. A movimentação em torno da série veio daí: do desejo que o consumidor mediano de ficção tem de, já que uma pergunta foi feita, que ela seja respondida. Mas, como diz o brilhante detetive Hercule Poirot em praticamente todos os livros de Agatha Christie, você está lendo muitos romances baratos, meu caro.

Lost, se ainda não ficou claro, não é um romance barato de detetives. O que os criadores da série querem aqui não é construir uma narrativa que subestime o telespectador. O objetivo é exatamente instigar seu poder dedutivo e, mais do que isso, celebrar alguns dos temas mais explorados pela ficção universal. Daí o embate entre o bem e o mal, a criação do mundo, a essência do humano, o misticismo em torno dos objetos e dos seres, todos elementos que marcaram a série desde o começo, mas que foram se intensificando ao longo das temporadas.

Aquele fã de Lost que se interessou apenas pela premissa, pelo suspense, pela vontade de observar como um grupo de sobreviventes deixaria uma ilha depois de um acidente de avião, não cabe na frente desse tipo de TV. No dia seguinte à exibição, escutei de pelo menos quatro pessoas diferentes, no trabalho, na rua, entre os amigos, a pergunta: “Então, me conta, afinal o que era a ilha?”

E comecei, a partir daí, a pensar se é um problema meu ou se o mundo está mesmo sofrendo de uma falta crônica de imaginação. A ilha era um lugar sobrenatural, mágico, com poderes curativos e alta densidade de energia magnética. Se você não aceitou essa resposta, você está sofrendo da tal falta crônica de imaginação. Ficção, fantasia, não precisa ter correspondente na realidade, trazer tudo para um mundo verossímel e simplista. A boa ficção, na verdade, tem o dever de fugir desse caminho com a alma. De fazer você se esforçar para sair da mesmice do reconhecível, do perfeitamente possível, e se aventurar no mundo do absurdo, do intangível.

Mas uma ficção nesse nível não foi feita para a massa. Não é blockbuster, não é para ser consumida com rapidez, mastigada e cuspida fora com o mesmo desprendimento. Assistir a Lost é abrir mão de pegar o controle remoto logo em seguida e passar para o próximo canal. É parar na frente da tela por mais dois minutos, e pensar no que ficou ali. É entender, principalmente, que o mundo não é linear e bonitinho e cheio de pontas ligadas e conectadas no final. Existe um modelo de ficção que circula por aí que diz que o certo é contar uma história com começo, meio e fim. Por séculos, qualquer coisa que fugisse desse modelo estava errado, era atirado na fogueira. Livrar-se dessa amarra é, no entanto, uma das principais vantagens que um escritor tem naquilo que a gente chama de modernidade. Conhecer o modelo e superá-lo é tarefa para poucos, e não pode ser gratuita.

Lost contou a história da experiência humana, como todo mundo por aí tem tentado fazer. Imaginação é fazer isso através de um conjunto de histórias fabulosas, fantásticas, literárias, ao invés de me apresentar uma minissérie HBO sobre a Idade da Pedra. É fazer um tratado sobre a circularidade do tempo enquanto joga elementos quase despretenciosos aqui e ali durante seis temporadas. É deixar pontas soltas porque a vida não amarrou todas elas. Boa parte da literatura moderna surge a partir de um grupo de pensadores que descobriu que não há coerência em ser coerente. Aviso novamente àqueles que não prestaram atenção: a vida não amarra pontas.

Se você não gostou de Lost, é um direito seu. E é um direito meu ficar preocupada com as críticas que andei lendo por aí. De fãs de todos os cantos revoltados porque as perguntas não se fecharam, porque a história não foi simples e fácil de engolir. Porque foi sobre personagens, sobre pessoas. Leia de novo: telespectadores criticando Lost porque foi uma história sobre pessoas, rumo que, era só prestar um pouquinho mais de atenção, estava anunciado desde o começo, seja na direção de J.J. Abrams da primeira temporada seja na sensível trilha sonora de Michael Giacchino.

Uma antiga professora minha dos tempos de faculdade costumava brincar que, daqui a pouco, os pais não iriam mais ler Chapeuzinho Vermelho para seus filhos porque lobo não fala. É uma anedota, um exagero, que explica bem o motivo da minha preocupação. Um mundo que não consegue dar valor à ficção e não consegue admirar o prazer de se contar uma história só por ser contada é um mundo que não precisa de escritores. Daí meu manifesto. Viver Lost foi a minha maneira de reconhecer o poder transformador das coisas que não existem.
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93 Respostas para “Lost e as coisas que não existem

  1. Belíssimo texto, amiga! Em muitos pontos Lost se aproximou de um livro e provou que é possível fazer entretenimento com profundidade (meus antigos professores torceriam o nariz para isso). Bons livros proporcionam experiência, discussão e análises inspiradas, assim como Lost proporcionou. Grandes textos como o seu são a prova de que a série foi além de ser só uma série.
    Obrigado pela reflexão (e pelo link ;P)

  2. .
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    Muito boa a crítica, dona Vana… Essa galera que acha que no final tem que ter tudo explicadinho nos seus miííííííínimos detalhes não merecia mesmo um final tão emocionante quanto o de LOST…
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    • Otima critica, discordo em um ponto;
      o final de Lost està explicadíssimo. So falta uma legenda tipo film “sessão da tarde” sobre a vida futura dos sobreviventes. O grande talento desta produção foi na montagem e no desenvolvimento das personalidades dos losties. A historia (uma ficção cientifica relativamente simples) jà estava praticamente esclarecida bem antes do “the End”. O mundo paralelo, mistério criado e desvendado na 6° temporada, podia nunca ter sido gravado que a grandeza revolucionaria da serie permaneceria a mesma.
      Agora a pergunta é a seguinte: que serie vale a pena assistir agora?

  3. Concordo totalmente! Parabéns pela crítica.

  4. Eu esperava algo mais interessante, só isso, achei ruim por gosto mesmo, não que SEJA ruim. Gostei do texto, o que você escreveu faz sentido…

    Abraços!

  5. Belíssimo texto. Não poderia concordar mais, pq vc já falou tudo! Mto bom!

    Agora dá uma angustia que a série acabou né?…

  6. … Ow Vana.. lindo texto.. muito filosófico, tão bem embasado, cheio de palavras que jornalista adora usar e tudo mais…E claro concordo com muitas indagações que vc colocou aqui, passei por várias delas por um BOMMM tempo, mas assim… (parte sarcástica do meu comentário) … a série que você descreve não é a mesma que eles venderam durante 5 temporada e principalmente na 6, eles não sabiam como terminar a série e pegaram o papinho (sobrenatural explicará tudo) e finalizaram, ae jogam a bola pro defensores de Lost, a missão de dar um sentido aquilo que fizeram.
    E por último, me desculpa… achar que a (bela) trilha sonora expressava que a série era história sobre pessoas é muito tentar MUITO se convencer que as primeiras temporadas era pensada pelas mesmas pessoas que finalizaram a série.
    Um Bj e um queijo.. vc sabe que te adoro… vc não viu nada.. espera pela gravação do cast. #Fui

  7. Lost é uma bosta e seu texto também!

    • Não concordo com tudo, mas o texto e a respectiva análise estão excelentes. Presumo que uma frase com meia dúzia de palavras, que se limita a dizer “Lost é uma bosta e seu texto também!”, seja precisamente o reflexo de quem tem pouca capacidade para entender e raciocinar sobre uma série complexa ou de contra-argumentar uma análise bem elaborada.

  8. Faço minhas as suas palavras. Esse foi o primeiro post consciente que li sobre LOST. Na minha opinião, que graça teria se TUDO fosse “mastigadamente” explicado? Parabéns pelo texto. XD

  9. Vana, a galera toda elogiando o seu texto e eu aqui morrendo de vontade ler inteiro! Já salvei nos meus favoritos para voltar e ler o restante quando vr o episódio (na sexta 😦 ) hahaha. todo mundo viu, menos euu. correria tpa me matando de tanta curiosidade e de medo de SPOILERS tb!

    Mas pode ter certeza que volto depois! rsss.

    @lucas-santtos

  10. Se o episodio final fosse tão bom quanto seu texto eu não estaria tão decepcionada!

  11. Concordo em genero, numero e grau com a critica. E a sua opinião é a mesma que a minha, não tenho nada mais a acrescentar, apenas a apoiar!

  12. O que as pessoas que buscavam respostas fechadas não entendem é que provavelmente, além de terem sua inteligência subestimada, iriam se decepcionar ainda mais, quando suas conjecturas fossem colocadas por terra pela escolha dos roteiristas. A impressão que eu tenho é que quem está reclamando do fim de Lost ia reclamar não importa qual fosse o final!

    Lost é/foi, como você muito bem colocou, uma série de perguntas não de respostas. Infelizmente as pessoas lidam muito mal com perguntas. Pergunta dá trabalho e obriga a pensar. E ultimamente, pensar é algo que ninguém quer.

    Excelente texto.

  13. Surpreeendente se pararmos pra pensar que essa visão espiritualista, da qual os redatores optaram para esse desfecho, não é algo com que o público americano tem familiaridade.

  14. “Uma antiga professora minha dos tempos de faculdade costumava brincar que, daqui a pouco, os pais não iriam mais ler Chapeuzinho Vermelho para seus filhos porque lobo não fala. É uma anedota, um exagero, que explica bem o motivo da minha preocupação. Um mundo que não consegue dar valor à ficção e não consegue admirar o prazer de se contar uma história só por ser contada é um mundo que não precisa de escritores. Daí meu manifesto. Viver Lost foi a minha maneira de reconhecer o poder transformador das coisas que não existem.” [1]

  15. Excelente texto, que resume muito bem o sentimento de quem sempre entendeu a série pelo que ela é, e não pelo que queríamos que ela fosse.

    Durante a série, várias pessoas diziam que ela agradaria a pessoas que a assistissem pelo Sci-Fi presente na trama, pela mitologia ou pelos personagens. Entretanto, era inevitável que em algum ponto os roteiristas deveriam optar por um desses caminhos, e escolheram o mais coerente.

    Quem espera por respostas prontas e faceis, nunca entendeu uma coisa básica sobre a série: os mistérios eram respondidos ou abordados apenas quando isso era relevante para os personagens. Como Hurley disse em Lighthouse quando Jack, ao ver o farol, pergunta como eles nunca viram aquilo antes. Talvez eles nunca tivessem o visto por que não estavam procurando, diz Hurley.

    Assim foi com todos os outros mistérios. A natureza do monstro de fumaça nunca foi explicada até o momento que isso se tornou relevante para eles, os personagens. O mesmo serve para as viagens no tempo, o templo, os poderes da ilha, entre outros.

    Lost é a prova que ainda há muita criatividade e imaginação no mundo! O final foi feito para adultos, não necessariamente em idade, mas em mentalidade. Pessoas capazes de entender algo além do imediatismo raso da internet onde, sem muita consideração, qualquer coisa é chamada de lixo ou de genial.

    Eu já me alonguei demais, mas seu texto é realmente inspirador. Parábens pela crítica!

  16. Falou tudo, as pessoas queriam que lost tesminasse como uma série qualquer e não como Lost.

    Por isso de tanto “mimimi”

  17. Se a história da ilha não teve começo, meio e fim, a história da realidade paralela teve sim um desfecho. E um desfecho na minha opinião bem medíocre, simplista, entediante até. Parecia um final de novela da globo em que todos os personagens se encontram e vivem (morrem) felizes para sempre. Com o agravante da explicação espírita para a história, que deixou todo o resto da trama da realidade paralela sem sentido nenhum. Quer dizer que para eles “let it go” eles precisavam reunir (no plano espirita) todos os sobreviventes do acidente e essas eram as pessoas mais importantes da vida deles? A Shannon era a pessoa mais importante da vida do Sayd? Kate de Jack? E tudo que eles viveram antes do acidente? Jack já tinha uns 40 anos quando caiu na ilha. Toda a vida dele antes não teve importância nenhuma? Eu esperava um explicação científica da realidade paralela, como deu a entender no episódio em que o Faraday diz que acordou sabendo fazer um monte de contas matemáticas inexplicáveis. Eu como você vivi Lost. Porém não me agradou em nada essa realidade paralela. No seu texto vc não menciona nada sobre essa realidade. Gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto.
    Obrigado.

  18. Olá,
    seu texto é perfeito, muito bem articulado. Porém, concordo com André ZuiL, a season finale simplesmente não condiz com o que foi vendido da série durante estes seis anos.

    Esta história de jornada dos personagens é uma desculpa fácil e pronta para “tapar buraco”. E, não, não sou aquele tipo de fã que queria respostas (o que era o urso polar, ou o que era a ilha, isso minha imaginação já se encarregou de responder), ou queria tudo mastigado. Não mesmo. Eu só queria algo mais “Lost”, como o Rafael Cavalcante escreveu. Um soco no estômago que me fizesse ficar parada pensando “uau, incrível. Isso nem passou pela minha cabeça”. Como aconteceu em inúmeros episódios durante toda a série.

    A RP ser uma “esquenta” pro céu? Por favor. Foi bonito, foi emocionante, chorei? Claro que sim. Mas parecia que eu estava assistindo “A Viagem” ou “Ghost”, só faltou tocar Unchained Melody.

    Dizer que quem não gostou do final “não estava preparado” ou “não tem imaginação”ou qualquer outro absurdo, é uma tremenda falta de respeito e, acima de tudo, jogar fora 6 temporadas em que foi vendido o mistério, suspense, realidades paralelas, viagens no tempo…

    Respeito quem gostou, quem ficou satisfeito. Mas não consigo aceitar que Lost tenha terminado como uma novela das oito onde todo mundo se abraça e vai para o céu. Simplesmente não faz o menor sentido para mim.

    • Também concordo com suas palavras, estou “passada” procuro entender porque a série “se perdeu” e a cada explicação fico mais confusa.
      Existem pessoas cuja imaginação é tão ativa que encontram respostas pra tudo!
      Sinto-me enganada por todos esses anos, sinto que mentirarm sobre o que seria e como seria LOST, acreditei e comprei a idéia de ciência e mistérios. Ao final o que importa são as relações humanas entre as pessoas, os amigos e amores que você faz! HAhahahaaha….A ilha e seus segredos não importa….hahahaha…..

      Nossa opinião precisa ser respeitada, foi a “massa” quem fez de LOST um sucesso mundial e não meia dúzia de blogueiros.

      • Maju Rezende

        Obrigada, Celeida.

      • Concordo com vc sobre achar um desrespeito chamar quem não gostou do final da série de “quem não está preparado”. Ora, gosto é gosto. E Lost foi uma série que vendeu todo o tempo mistérios. E mistérios merecem solução! Caso contrário, eu teria assistido apenas a primeira temporada e depois deixado tudo por conta da minha imaginação… 6 temporadas pra acabar deixando questões CRUCIAIS por conta da imaginação… Tenha paciência, né?!

      • concordo plenamente.

      • estou de acordo

    • Perfeito!! (…) E, não, não sou aquele tipo de fã que queria respostas (o que era o urso polar, ou o que era a ilha, isso minha imaginação já se encarregou de responder), ou queria tudo mastigado. Não mesmo. Eu só queria algo mais “Lost”, como o Rafael Cavalcante escreveu. Um soco no estômago que me fizesse ficar parada pensando “uau, incrível.(…)

  19. Concordo; com ressalvas. Lost sofreu um corte considerável de capítulos e definiram uma data de encerramento alheio aos avisos de que não poderiam responder todas as perguntas. O que fazer? Validar uma argumentação falha tornando tudo mais bizarro a ponto de apelar para pseudointelectualismos tangenciais do tipo “Mas quem sabe o que é a loucura afinal?”.

    O final saiu como as adaptações dos livros de Stephen King para o cinema: uma trama boa com um final medíocre, onde o assassino invisível que deixava as vítimas mortas sem sangue no corpo, num quarto trancado por dentro era um pinguim treinado por uma polonesa bibliotecária de 70 anos que odeia gatos e copos de plástico coloridos (e você NUNCA saberá o porquê se não ler o livro até pelo menos a penúltima página).

    E, claro, sendo uma série de TV a finalidade não é só criar e agradar fãs, portanto, o segredo de lost eu contarei daqui a 30 minutos. Enquanto isso, assista aos comerciais…

  20. @Maju Rezende Compartilhamos praticamente o mesmo pensamento! “Esquenta pro céu” foi ótimo! hahahaha. Essa RP não entra na minha cabeça de jeito nenhum e não li nada que conseguisse me fazer muda de opinião sobre a RP ainda. =/

    • Totalmente Vladimir. Não tem como entrar na minha cabeça. Melhor que não tivessem explicado a RP.

      Mas o que mais me deixa “indignada” é o argumento raso de que quem não gostou não estava preparado, não tem imaginação, não viveu Lost ou, pior, tem preguiça de pensar. Ah, por favor, né? 🙂

  21. Eu realmente não fazia a menor questão de ter os mistérios explicados, mas francamente o final foi BREGA NO ÚRTIMO. Piegas, meloso, ridículo, sem imaginação – em resumo: péssimo. Glória Perez faria melhor.

  22. Sabe,
    uma das coisas que mais me incomodam são pessoas que simplesmente estão insatisfeitas desde a segunda temporada. Não entendo quanto tempo ocioso pra passarem seis anos vendo uma série que desde o inicio acharam fraca. Vi coisas absurdas no twitter …
    Se vejo algo que não estou gostando, dou um tempo para ver se os rumos mudam. No maximo mais uns cinco episodios. Não gostei? Então nem perco meu tempo.

  23. Renato Alves Costa

    Lost terminou como novela da Globo: cheio de reencontros, mensagens bonitas e previsível. Vai me dizer que isso está à altura da série? Querem me empurrar goela abaixo que eu não entendi? Ah, façam me um favor.

  24. Ótimo texto! Vivi a experiência Lost e não me arrependo por isso. Confesso que eu não esperava uma resposta “simples” para tudo, afinal, foram anos descobrindo novas maneiras de acreditar na vida. E o seriado é legal justamente por isso: a possibilidade de discutirmos os mundos imaginários, físicos, espirituais, paralelos e por aí vai…
    E cada vez que paro para pensar sobre o seriado amarro mais um pedaço dessa história toda. Cada um vai descobrir suas lógicas e sentidos sobre Lost, é só deixar a imaginação fluir.

    Um beijo

  25. Tenho problemas de ansiedade, então prefiro esperar a temporada acabar pra assistir tudo em uma semana só. Não aguento esperar mais 7 dias pelo próximo episódio, principalmente se tratando de Lost. Portanto, vou começar essa última temporada só agora. Andei lendo algumas críticas e comentários que me desanimaram em relação à série, mas você me devolveu a vontade de assistir! Obrigada!!! Ótimo texto! beijos

  26. Lost não é um blockbuster? Isso tira toda a credibilidade do seu texto, desculpe.

  27. Eu nunca assiti nenhum episódio de lost, não por falta de interesse, mas por falta de tempo. Desde o início achei a série, extremamente interessante, entretanto, como não teria como acompanhar de seu início até o final, preferi não assistir. Outra questão q me fez não assistir loste era a massificação da série, e geralmente o que chama atenção de muita gente assim, não é de qualidade comprovada vide BBB. Hj estou arrependido, a ponto de começar a assitir desde a primeira temporada. Achei o texto belíssimo, muito instigante.

  28. Eu chorei muito no final de lost, pois lost virou minha vida, minha familia…Concordo com tudo que você escreveu…Lost merecia ter um bom final e ele teve o que mereceu…um ótimo final…Vou sentir saudades…

  29. Os autores de Lost optaram por focar no tema central: redencao. Jack, o heroi, se redimiu de seus erros e arrependimentos, e se sacrificou pelo bem dos outros. No final, redimiu a relacao mal resolvida com o pai e reencontrou o amor de sua vida. Os outros personagens tambem se redimiram, perdoaram, e se concentraram no que era mais importante em suas vidas. E a parte romantica do seriado tambem venceu – quem nao chorou nos flashbacks de Sun/Jin, Sawyer/Juliet?

  30. Para mim Lost foi uma aula de filosofia. Mergulhar em perguntas sem um sentido que a lógica consiga dar conta sem “ter” que criar novos paradigmas. Entropia pura.
    Grande Abraço

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  32. Pingback: Lost: O Fim e o Arrebatamento « Tudo e Nada

  33. Estou com o pessoal decepcionado, esperava um grande final, mesmo que perguntas ficassem sem respostas, esperava por mais. Não vou cair na vala comum de elogiar a trilha sonora, que no final tentou resgatar a tensão das primeiras temporadas. Como alguns falaram o clima de novela das 8 da Globo foi forte e sem imaginação.

    Sra. Vana Medeiros, cada qual com sua opinião, conviver com as diferenças e respeitá-las é um exercicio diário.

    Ats.

  34. FODÁSTICO!!!!!! Espero que isto cale a boca das mentes curtas de quem jamais deveria ter assistido a nenhum episódio de Lost. Definitivamente, Lost nunca foi pra essas mentes!

  35. é uma bela análise, coloca mts pontos interessantes. mas não substime qq pessoa q tenha se decepcionado. eu gostei do final da ilha, mas ficou uma ponta de decepção sim. acho a abertura dada por lost, fantástica. nem tudo precisa ser exposto. mas alguns pontos poderiam (senão deveriam) ser mais refinados, menos jogados por assim dizer. foi emocionante? muito. mas isso não basta para uma série q se propôs a jogar com mistérios. ah, não precisa explicar, dizem alguns! depende… tem coisa q não msm, mas vc precisa ao menos de sutileza para manter o mistério vivo, dar elementos para a imaginação fluir. senão é fácil! o pos-morte como um sonho coletivo? ok, mas do nada? o q poderia ter desencadeado isso? tento elaborar uma teoria mas não tenho elementos, não foram dados. imaginação é importante e eles sempre a alimentaram brilhantemente, mas no sideway falharam. pode parecer exagero mas os detalhes são o q enriquecem e o q vimos em todas a 6a temporada foi uma pressa danada para fechar a série passando por cima desse cuidado q caracterizou a série em tanto momentos. em resumo, foi bom, o desfecho da ilha foi bem legal, mas havia condições de ser melhor.

  36. Achei o texto um tanto pretensioso, defendendo uma visão como a correta e tratando as demais como simplista, que quem não gostou é por que não entende algo mais complexo, desqualificando intelectualmente quem discorda, é denominando um “consumidor mediano de ficção”. Nisso como ela me lembrei da faculdade , os discursos dos membros do PSTU ou do PCO que defendiam suas teorias e tratavam todas as demais como ideologias…

    “Mas uma ficção nesse nível não foi feita para a massa. Não é blockbuster, não é para ser consumida com rapidez, mastigada e cuspida fora com o mesmo desprendimento.”
    Neste ponto é que discordo veemente, acredito que o final foi feito para agradar as massas (tanto que mais gente gostou do que odiou, ou 50% como ela fala que seja), por isso foi a decisão correta, escolheram o final de mais fácil aceitação e entendimento e que não exigi pré requisitos ou ter decorado, visto e revisto todos os detalhes da série.

    Por exemplo se fossem usar as teorias dos “Wormhole”, o efeito Casimir , ou a teoria de Hugh Everett que falava que uma viagem ao passado desencadearia fluxos de tempo diferenciados, algo muito parecido com o comece desta temporada, onde aparentemente tínhamos duas dimensões paralelas. Neste rumo o final do lost, seria excludente, limitaria seu entendimento a conhecimentos que fazem parte do cotidiano de uma pequena parcela da população (que gostam do tema). A série podia virar um aula de física quântica e certamente desagradaria muito mais espectadores.

    A escolha do final espiritual, abre caminho para todos entenderem o final sem necessidade de pré-requisitos, exatamente o que os blockbustes fazem, uma história que qualquer pessoa no mundo toda consiga entender e gostar ou iram dar prejuízo (como o filme a bússola dourada). Uma visão espiritual é intrínseca a humanidade, eu desconheço uma civilização ateia, mesmo seres humanos que foram criados isoladamente ainda carrega a sua visão espiritual. No final de Lost é possível vermos elementos de diversas religiões em especial as orientais como o karma, e estranhamente ate alguns conceitos kardecistas, já que é uma religião praticamente desconhecida nos EUA.

    No geral eu concordo, sobre a qualidade, que eles nunca prometeram nada e que a maioria das decepções foi por culpa dos próprios expectadores que criaram suas expectativas e não da série que prometeu e não cumpriu.

  37. Acho que me senti um pouco ofendida com a critica. Porque, confesso que não gostei do final de lost, então, talvez tenha vestido a carapuça da falta de imaginação. O engraçado é que sempre me achei com imaginação, muita aliás. Por exemplo, fui capaz de assistir 8 anos de Arquivo X.
    Então parei, pensei mais um pouco, li os comentários e percebi que não é falta de imaginação minha. Várias tramas da série deixaram de ser relevantes com o final criado. É como se tudo o que tivesse acontecido desde o primeiro episódio não fosse importante porque o final sugere isso.
    A melhore definição para esse final de Lost foi “Caverna do Dragão” junto com uma série de imagens em slow-motion com uma trilha dramática.
    Como aconteceu com episódio final, seu texto é bom, mas eu não gostei.

  38. (Meu comentário não tem nada a ver com o final do Lost)

    Nossa, você escreve muito bem!!! Parabéns…

  39. Concordo plenamente com o Vladimir. Deixou a desejar e ponto final. Eu entendi que a ilha é aquele lugar mágico onde não só os Oceanic 815 teriam que estar por um tempo para aprender algumas coisas, mas também os que já estavam lá, tipo a Danielle, Richard e os outros, incluindo o Ben. Os que aprenderam as “lições” e evoluíram e foram pra luz (claro, idéia meio chinfrim meio mistura de Gloria Perez e Manoel Carlos) e os demais continuam lá, se procurando… a ilha não tem por objetivo ser coerente… mas eu também não esperava tantas lacunas. Há quem diga que não somos suficientemente desenvolvidos para conseguir “interpretar” o intuito dos autores, que resolveram assumir a vertente religiosa – pensem o que quiserem mas essa eu não engulo. Nós esperávamos, não necessariamente as respostas às perguntas criadas, mas justificativas mais plausíveis e coerentes com as situações criadas, não a reticência total mostrada no final…
    Um dos milhares de autores recém surgidos na “era Lost” diz: “daqui a pouco os pais não contarão mais a história do chapeuzinho vermelho, pq lobo mal não fala”. Eu achei que esse autor está até mais limitado do que nós … Ok, pararemos de ler essa história, quando outras melhores e mais plausíveis forem escritas, mas “bem” escritas, do contrário, o lobo mal continuará falando, as meninas super-poderosas continuarão salvando o mundo, e eu continuarei a pensar Lost, a questionar Lost.
    A diferença é que hoje nós não engolimos as estórias simplesmente pq alguém disse que é assim por que sim … Hoje nós questionamos mais. Pombas, por 6 anos eu parei semanalmente em frente à tv e dediquei meu tempo à série, blogando (no Teorias Lost Facilitando sua Vida), comentando e mandando teorias para a AXN. Não vou agora engolir esse sapão de boca fechada… aliás já estou procurando o email dos danados dos autores!
    Um amigo escreveu:
    “Eu, como uma pessoa da ciência, fiquei extremente frustado com o final da série focando apenas no lado espiritual da ilha.
    Sem contar que muita coisa importante ficou sem explicação e tem muitos furos (*) na trama.
    Eles levaram 5 temporadas para criar um mistério e tentar resolver de modo apressado tudo em apenas 1 temporada não foi uma idéia muito feliz.
    Não faz sentido personagens tão importantes como o Walter, Michael e Eko ficarem de fora dos últimos episódios.
    (*) entre os principais furos está o fato do Richard ter viajado no tempo várias vezes, ter saído da ilha várias vezes, e no final estar desesperado indo de carona no avião…
    Foi dada a explicação que o homem de preto (monstro) tomava emprestado o corpo de pessoas mortas, mas e a mãe dele que apareceu pra ele (a real)? Então não era sempre ele que encarnava, tinha algo mais… ou seja, não explica todas as aparições das pessoas mortas.
    E o projeto Dharma, quem financiou? E porque, após a morte de todos pelo Ben, não houve outro grupo de pesquisadores que foram até lá? E porque em um dos episódios foi jogado por um avião um pacote de alimentos, sendo que teoricamente nao exisitia mais o projeto?
    E o Widmore, porque ele pouco se importava com a vida dos sobreviventes/ candidatos? Afinal de contas, ele queria proteger ou destruir a ilha? Ou apenas dominá-la? Faltou a história dele. Ficou muito furo neste queijo suíço chamado lost… realmente, daria mais umas duas temporadas no mínimo para tapar os buracos deixados… agora cabe a nós, pobres órfãos, tentar imaginar o que os roteiristas não quiseram fazer…”
    Faço minhas as palavras dele. Não gostei e não vou fazer demagogia!
    Marcia L.

    • Sinceramente ,fiquei sem resposta alguma de todos estes fatos acima descritos,concordo plenamente com vc,achei que o “enigma”seria mais trabalhado pelos autores,fiquei muito,mas muito decepcionado com o final,mas confesso que adoraria assistir a mais uma temporada.

  40. Engraçado… Muita gente metendo o pau no último episódio daí completam a indignação com “Lost se perdeu na terceira temporada!” “Os produtores de Lost não sabiam o que fazer faz tempo!”
    Porra! Por que assistiram até o final então???
    Uma moça disse: “É como se tudo o que tivesse acontecido desde o primeiro episódio não fosse importante porque o final sugere isso…”
    Sugere??? Sugere onde???
    Caverna do Dragão?? MEO DEOS!!!!
    Não é questão de fanatismo não, a questão é que o episódio NÃO ESTRAGOU A SÉRIE, como muita gente insinua ou afirma!!!
    Parabéns pelo texto…
    Existe um muito bom aqui também!
    http://vqv.me/5Pg

  41. Nossa: “-Deixou a desejar e ponto final.”
    Deu até medo agora… Vou até embora!

  42. gostei muito da critica, so nao concordei com apenas dois minutos para refletir. Em varios episodios eu e minhas irmas ficamos discutindo e especulando,tanto nos intervalos, quanto nos creditos e minutos alem, praticamente at[e a proxima semana.
    Mas o episodio final acho que fiquei fora do ar uma meia hora, pelo menos.

  43. Seu texto está lindo, mas achei o final de Lost boboca. Que a série revolucionou tudo na ficção televisiva, não há dúvidas, mas aquele monte de casaisinhos indo para o céu parecia novela da Globo! Em relação ao seu texto, discordo qdo diz que a vida não amarra pontas…pois vejo a vida linear e amarrando pontas…e, eu amo ficção devido ao fato dela não amarrar pontas, ao contrário de nossa vida, em que tudo se concatena, se prestarmos atenção…Mas, voltando à serie, não era necessário explicar tudo, mas poderia ter sido mais inteligente, sugerindo ligações, não explicitando-as, pois o final para mim só revelou que os roteiristas estavam cheios e queriam acabar logo com a história…subestimando assim, a inteligência de todos….

  44. E, completando, eu acho que quem não teve imaginaçao foram os roteiristas (aquele finalzinho católico…afffeee!), e não as pessoas que não gostaram do final….
    Esse final meia-boca foi uma lástima!

  45. Olá,
    sem enrolar vou deixar minha opinião, a qual pode soar um tanto “seca” para muitos.
    Sinceramente falando, acho que qualquer comentário que “rebata” adjetivos tais como “fraco”, “nada convincente” ou mesmo “medíocre” sobre o desfecho da série, terão sido tão somente tentativas de uma “defesa desenfreada” de certos fãs que se recusam a admitir o óbvio: a maioria dos fãs da série (inclusive esse que vos fala) se sente “lesada” pela falta de criatividade daqueles roteiristas e produtores…
    como diz um amigo meu, foi “qualquer coisa, de qualquer jeito!” – enfim, uma expectativa que não vingou…

    abraço!

  46. Tiago, se joga num poço cheio de merda de urso polar! Desculpe!

    Van, o que tenho a dizer sobre tudo isto é que meu sentimento com relação a lost é o mesmo que o seu…

    Eu não afirmo que consegui entender toooodos os signos daquele final, mas os 6 anos da série foram du caralho, e o final foi muuuuito bom! Emocionante e não sei sobre vcs mas me remeteu completamente ao espiritismo!

    !!!!!
    Abraço

  47. Uma vez li numa tirinha do Angeli (mais ou menos assim):

    Amigo: “Quando minha namorada está de mini saia, olho por baixo e vou subindo até chegar em cima.”

    Outro amigo: E quando ela está de calça comprida??

    Amigo: “Faço o caminho inverso”.
    😉

    Abraço a Todos (nós), fãs de Lost!!

  48. Adorei seu texto!!!! Tb curti e vc conseguiu expressar bem algumas das minhas idéias!! orbigado!

  49. Depois de ouvir um podcast qualquer em q essa tal de Vana estava ausente e q seu “substituto” teve a maior das dificuldades de representá-la, tenho até “medo” de comentar nesse post… kkk

    Mas faço das palavras da Maju Rezende e da Celeida as minhas…

    Não me julgo “maduro” o suficiente nessa vida, mas ser FÃ de qualquer coisa hoje em dia é como assinar atestado de IDIOTA… e pra q essa minha afirmação não fique mal entendida, é preferível ser apenas um ADMIRADOR dos artistas (e/ou das obras) sem precisar ter que “defendê-los”…

    resumindo: #PorraLost #MeEnganaQueEuGosto

  50. Texto bem trabalhado, mas preconceituoso com quem discorda da sua opinião.

    Vamos então a mais uma sobre o final de LOST:

    Li e ouvi muitas opiniões, para validar as afirmativas de quem gostou ou não gostou e para tentar convencer uns aos outros. Todos inferiram teorias, situações e respostas para questionamentos que ficaram no ar, sempre com interpretações múltiplas. Até aí, Uau!

    Mas, baseado no princípio lógico da Navalha de Occam (Lei da Parsimônia) parafraseada como “Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor”, digo que Lost foi uma “enchessão de linguiça”, tanto para os que a viam como espetáculo sci-fi, como para aqueles que a viam como anfi-teatro de discussões filosóficas.

    Traduzindo em miúdos, este final não necessitava de seis temporadas pra ser revelado e a série poderia ser dividida em duas: A novela “A Viagem” e “Arquivo X”.

    Os autores não conseguiram tornar esta mistura homogênea e inventaram várias estórias paralelas para despistar o que muitos telespectadores já haviam percebido: Estamos a falar de purgatório e redenção dos pecados terrenos, o que foi desmentido por eles mesmos no início da série.

    A série valia pelos vários mistérios e poucas explicações, por vezes bizarras, discutidas nos ônibus, internet e mesas de botecos, de eventos que fugiam a compreensão e nos remetiam a criação de teorias fantásticas ou a um estudo, por vezes aprofundado, de mitologia, religião, física quântica e afins. Mesmo que não se resolvessem todos os enigmas, a ligação entre eles deveria existir. Foi o que buscamos.

    Como grande parte destes eventos ficou sem resolução, ou pior, foram jogados fora e traduzidos na coleção de sonhos (obviedade banal) da vida “pos morten” de Jack e de outros, valeu o princípio que acima citei. A finalização baseada na tríade simplista “Morte, purgatório e redenção” venceu.

    Se disso, muitos já tinham desconfiado em algum momento, pra que nos cozinhar com tantas passagens irrelevantes?

    Para uma série da magnitude de LOST, foi um argumento infantil, digno do final feliz clichê das novelinhas de televisão ou de contos como Chapeuzinho Vermelho.

    Não encontrar respostas é frustrante sim, e muito. Perceber que um lobo fala e não questionar, não é imaginação, é aceitação cega. Não vejo necessidade de passar isso às crianças do século XXI. Procurar o que há de real no mundo imaginário é uma premissa humana, senão nunca chegaríamos a lua.

    – Ah, se o produtor/roteirista fosse o Tarantino…

    Concluo que esta salada espírito-filosófico-científica que foi jogada na série teve o intuito de enrolar pra faturar por seis anos em cima de quem a acompanhou e colecionou. Pra mim, isso estragou todo o tempo gasto na frente da TV. Poderia ter lido “n” livros bem melhores, inclusive de Agatha Christie. Só assisti até o fim por que confiava na série, no desfecho, nos roteiristas e até no Lostzilla.

    A rede ABC acertou em cheio, faturando em cima da decepção alheia, usando de um sentimentalismo barato que nós brasileiros já estamos acostumados nas novelas e mini-séries.

    Acredito que a venda de DVDs da sexta temporada vai ser bem menor que as anteriores. Não ter a última temporada é até uma boa idéia para um grande final:

    “Na esperança de evitar a queda do avião, a bomba explode, todos morrem e a série acaba aí. Vidas num jogo manipulado por Jacob e MIB”…

    Um final mais digno pra nossa inteligência já que, segundo as opiniões de quem “viveu Lost”, não importava se os mistérios seriam desvendados. Seriam apenas mais alguns mistérios: Os Losties foram para o céu? Todos viveram felizes para sempre?

    Pensando melhor, pra que tanta elocubração se a explicação banal já foi dada? Parto dessa premissa e não vou mais discutir LOST, não pretendo rever e vou apagar do meu HD. Deixo para quem não se incomoda em saber, por exemplo, por que Aaron e Walt eram tão importantes, mas se dá por satisfeito em ver meia dúzia de casais vivendo um finalzinho do tipo “e foram felizes para sempre…”

    Definir um desfecho banal e batido destes baseado nas afirmações: “Lost … não é um romance barato de detetives. O que os criadores da série querem aqui não é construir uma narrativa que subestime o telespectador” ou “Conhecer o modelo e superá-lo é tarefa para poucos, e não pode ser gratuita”, foi demais!

    LOST não foi apenas o nome da série, mas também a criatividade dos roteiristas, que se perderam no caminho e nos levaram, de reboque, a lugar nenhum.

    Num aspecto concordo com muita gente. Esta série realmente foi e será um marco: “A maior enganação coletiva que se tem notícia”.

    ASC

  51. Quem não tem imaginação e quer saber todas as respostas claramente, vá assistir CSI

    Amamos Lost

  52. O ser humano é bem engraçado! Só sabe criticar sem às vezes nem saber o porquê está criticando. Para mais da metade das pessoas ou é 8 ou 80. O que eu quero dizer é que, as pessoas que não gostaram do final do lost não é pq queriam um final explicando exatamente o que era o urso polar. Todos que assistiram lost sabiam que MUITA coisa não haveria explicação! Estava “estampado nas capas das revistas”.

    Eu só estava lendo elogios ao ótimo final, e eu pensava: SERÁ QUE SÓ EU ESPERAVA UM FINAL DIFERENTE? MAIS COM A CARA DO LOST?? Aí eu li o comentário de 4 pessoas aqui e amei, pois transmitiram exatamente o que eu pensava e ainda não estava com vontade de botar p fora pq me achava a “única”. São eles: VLADIMIR, ANDRÉ e a MAJU. Vc´s conseguiram expressar exatamente o que eu queria dizer e estava entalado na garganta. 4 frases ditas maravilhosas:

    “A RP ser uma “esquenta” pro céu? Por favor. Foi bonito, foi emocionante, chorei? Claro que sim. Mas parecia que eu estava assistindo “A Viagem” ou “Ghost”, só faltou tocar Unchained Melody.”
    “Respeito quem gostou, quem ficou satisfeito. Mas não consigo aceitar que Lost tenha terminado como uma novela das oito onde todo mundo se abraça e vai para o céu. Simplesmente não faz o menor sentido para mim.”
    “E, não, não sou aquele tipo de fã que queria respostas (o que era o urso polar, ou o que era a ilha, isso minha imaginação já se encarregou de responder), ou queria tudo mastigado. Não mesmo. Eu só queria algo mais “Lost”, como o Rafael Cavalcante escreveu. Um soco no estômago que me fizesse ficar parada pensando “uau, incrível.”
    “Mas uma ficção nesse nível não foi feita para a massa. Não é blockbuster, não é para ser consumida com rapidez, mastigada e cuspida fora com o mesmo desprendimento.
    Neste ponto é que discordo veemente, acredito que o final foi feito para agradar as massas (tanto que mais gente gostou do que odiou, ou 50% como ela fala que seja), por isso foi a decisão correta, escolheram o final de mais fácil aceitação e entendimento e que não exigi pré requisitos ou ter decorado, visto e revisto todos os detalhes da série.”

    Enfim… Acho que para quem entendeu o recado que a série Lost foi uma série foda, de tirar o fôlego, pois a qualquer momento o “mocinho” poderia morrer, terminar ao estilo “Ghost” todos felizes e .. Ah!! (rosas e estrelinhas) vou te levar a um lugar maravilhoso (mais rosas e estrelinhas) Mas que lugar é este??? – Ah!!! (rosas e estrelinhas) vc vai ver, venha comigo!! Pega na minha mão e me siga!
    Sacanagem…. ninguém desperdiçou 6 anos vendo lost esperando um final “trash” para acabar em flores!!
    Acho que se a ilha tivesse afundado com todos eles e o avião seria muito mais LOST!!!

  53. Retificando…
    Aí eu li o comentário de 4 pessoas aqui e amei, pois transmitiram exatamente o que eu pensava e ainda não estava com vontade de botar p fora pq me achava a “única”. São eles: VLADIMIR, ANDRÉ, MARCELO e a MAJU

  54. Acho que não se trata de limitação de imaginação e sim excesso de conformação. Existem pessoas que adimiram tanto uma coisa que deixam de ser lógicos, o que acho que é o caso dos fãs de Lost. Eu sou fã assisti toda a série e sempre achei bacana os mistérios da ilha. O fato é que após o sucesso a série deixou ter um carater de obra prima e mudou o rumo para o carater financeiro, por traz de toda esta filisofia na qual vocês falam existe a grana e a audiência. Se os autores não queriam um publico que gostasse de mistério não ficaria criando um atrás do outro. Me admiram pessoas como vocês que assistiram o Lost assiduamente equecer da afirmação do autor que não iria dar um final ridículo como se todos ele estivessem mortos. Eu gostei da serie sim, mas não vou ser hipócrita de defender um conceito que se perdeu no caminho, quando tentaram esticar a série para ganhar mais dinheiro. O Lost demonstrou o fim trágico da fraqueza humana de se corromper pelo dinheiro. Assim como o futebol hoje não tem mais craques que se preocupam com a bola e sim com o dinheiro, o Lost parou de se preocupar com a estória e manteve o foco na grana. Infelizmente perderam a oportunidade de fazer algo histórico.

  55. Podem até dizer que eu estou querendo fazer média, mas acho que entendo dois dos tres lados aqui presentes nesses comentários:
    Lado 1: Satisfeitos
    Lado 2:Insatisfeitos
    Lado 3:Radicais

    Ok, todos tem o direito de desabafar, mas nâo concordo com quem radicaliza e diz que ou foi ÓTIMO ou foi PÉSSIMO

    Eu fui e sou fã de LOST
    Eu amei o final. Meu lado “romântico” adorou ver um final feliz. Me lavou a alma a despedida, não entre os personagens, mas entre mim e eles.

    Mas…Eu fiquei sim insatisfeita por não ser dado prosseguimento a algumas questões levantadas durante os 5 anos anteriores.
    Não falo de respostas, ligar pontas, falo de partes da trama que foram deixadas para traz, e que eu achava tão interessante quanto a história dos personagens.
    Eu, sinceramente, preferia não ter que escolher sobre isso ou aquilo no final. Eu preferia que a questão da viagem no tempo (ponto que mais me despertou interesse) também tivesse um desfecho, como a relação com os personagens teve, e eu achei satisfatória, afinal muitos morreram e eu sofri com isso. E o fato de a série sugerir que existe algo pós-morte achei uma boa sacada pra matar saudades…

    Mas repito, sem radicalizar, gostaria de ver o seguimento de certas tramas levantadas na série que não tiveram sequencia. Quem sabe a Disney (proprietária do seriado) futuramente decide-se a ganhar mais uma grana e continua essas boas histórias que ainda podem render pano pra manga…

  56. Excelente crítica, parabéns!

  57. “Falta crônica de imaginação”? Talvez. Realmente todos estão acostumados às séries americanas, todas facilmente rotuláveis, e às novelas. Por falar nisso, criticava-se tanto as novelas mexicanas, mas o Brasil ultimamente só tem produzido LIXO. O que é essa novela das 7 da Globo? A coisa mais trash do mundo! Emparelha com os Mutantes da Record e supera as do Miguel Falabella e Antônio Calmon. Talentos como o da Alessandra Maestrini não deveriam ser desperdiçados desse jeito… Bom, voltando ao meu comentário… Não assisti essa última temporada por falta de tempo. Não gostei do que me relataram sobre o final. Mas acho que um ponto que vc mesmo(a) evidencia em seu texto é de que Lost propõe uma série de perguntas. Perguntas EXIGEM respostas. Além disso, sabemos que um texto pode possuir 2 tipos de verossimilhança, uma interna e outra externa. Lost, na teoria, apresenta as duas. Portanto, na minha opinião, saber qual a natureza daquela ilha é uma pergunta válida, sim. Todos os personagens tinham essa dúvida, uma iniciativa foi montada para estudá-la (a ilha), um dos personagens era um físico que aparentemente conhecia bastante sobre ela, e sua mãe idem. Eu acredito sinceramente que os próprios criadores da série sofreram de falta de inspiração pra criar o desfecho. Li que, originalmente, a série havia sido criada para terminar na 4ª temporada. O sucesso, entretanto, fez com que a esticassem. A Disney estava mal das pernas e Lost era uma mina de ouro (o Havaí dava até incentivos para que a gravação da série fosse realizada). Mas isso não acontece só com Lost. Em Smallville, Clark Kent já mora em Metropolis, conhece a Lois Lane e usa um moderno uniforme de Superman. Só acho que a gente não deve esperar muito das séries americanas ou das novelas brasileiras. Todas elas têm o objetivo de ser rentáveis. Se dão certo, são prolongadas o máximo possível, se não, rapidamente encerradas, muitas vezes sem sequer um adeus. Não acho que devamos criar debates filosóficos sobre coisas que têm um objetivo comercial. Fica a dica!

  58. se vc gostou de lost..parabens…eu gostei de tudo, com excessao do final…se vc acha q quem nao enteneu eh um telespectador mediano. opiniao sua…
    a minha eh q essa explicacao de q lost nao tem q ter explicacao pra os misterios eh de quem nao quer admitir q perdeu 6 anos de sua vida acreditando em um serie q tinha a discussao de seus misterios mais em foco do q a resolucao de vida dos personagens…se vc nao discutia os misterios de lost durantes as 6 temp…vc ficava isolada…no maximo se falava com quem a kate iria ficar…e nao vem querer comparar uma serie com a vida…se vc gostou de lost nao ter amarrado todas as pontas pq a vida eh assim….entao sente e espera a morte chegar, ou se mata de vez, pra vc ir logo pra um pos vida e viver feliz no seu flash sideway …
    se vc gostou de lost pq era uma serie sobre pessoa e fala q quem nao gostou nao sabia q a seria era sobre pessoas….vai assistir big brother, ou survivor…eh sobre pessoas..elas falam das suas vidas, da vivencia na casa e tem varios relacionamento amorosos ou nao…..quem assiste lost, nao assiste merda nenhuma de big brother nem novela…mas lost sem misterios eh um survivor com final de novela

  59. Vou ver 2001 de novo… fim!

  60. Ótima maneira de colocar seu ponto de vista: quem não compartilha dela é porque é burro, não estava preparado ou porque tem preguiça de imaginar.

    Eu achei uma PORCARIA o final da série. Mas respeito totalmente o seu direito de ter gostado.

    Vou na Blockbuster alugar alguma coisa melhor pra assistir…

  61. Confesso que esperava mais, mas fiquei feliz com o que vi. Fiquei um tempo pensando naquilo que vi, mas não cheguei a me frustrar.

    Já estou me sentindo meio “orfã”, pois fiquei mal acostumada e não consigo mais assistir séries que se propoem a ser didtádicas.

    Gostaria do retorno do Mr. Eko e do Walt. Acho que eram personagens imortantes,mas há toda uma questão comercial por trás da série que, talvez, tenha impedido o uso da imagem dos atores, sei lá!

    Enfim, gostei do final da série, não quis entender essa história de ir embora se foi para o céu ou não. Me permiti apenas apreciar a atuação, a beleza da coisa toda, a morte do Jack.

    Acredito que o final deveria ser construído há uns três epsódios e não deixar tudo para um só de 2hs. Para um final de uma série com tantos mistérios e tantas informações, acho que o pecado está em finalizar a série em um único epsódio, mas, definitivamente, Lost foi a melhor série que vi até hoje.

  62. Ótimo Júlio!! Falou tudo!!
    Estão querendo comparar que quem não gostou de lost é telespectador de novela ou BBB ou de quem gosta de locar filmes na Blockbuster! Mas o final que vc tanto gostou sim é digno de uma boa novela!
    Odiei o comentário! E como Julio disse… vc nunca deve ter parado p discutir os mistérios da ilha! E sim ficava batendo palminhas qdo a Kate ficava com seu triangulo amoroso e esperando a vida passar para saber com quem ela iria ficar!!

    • @Ana Paula
      Quando se diz que um filme ou uma série é um Blockbuster, significa que é um filme de ação, cheio de efeitos especiais e feito pra agradar as massas. Então quando ela diz que Lost não é um Blockbuster, não tem nada a ver de que não pra quem aluga filmes na Blockbuster.. 😉

  63. Pingback: LOST, The End: Review « Blog do Ricardo /

  64. Porra! Falou merda demais. Lost não é um blockbuster ? A realidade é que eles criaram milhões de mistérios e depois não conseguiram responder nem a metade. Os fãs fanáticos encaram como um ato de “libertar-se do padrão”, deixar todo mundo sem respostas e encerrar o seriado igual uma novela da globo. Eu encaro como PICARETAGEM.

  65. Parabéns pelo texto. Muito bom. Concordo com você. E só para deixar minha opinião…

    …Muitos dizem que a série era só sobre as pessoas e que por isso o lado das explicações científicas foram deixadas de lado. Ao meu ver a questão não é essa. A série era sobre um conflito Fé x Razão (ou Fé x Ciência). Isso é sutilmente mostrado no início da série pela diferença de visão entre Jack e Locke. Jack tem uma visão mais cética das coisas (Razão), enquanto Locke, até por ter voltado a andar na Ilha, tem uma visão da Fé (ele acredita na ilha). Isso fica mais evidente em um certo momento da série (não lembro em qual episódio) em que Jack e Locke dividem o grupo em 2. Uns seguem Locke e outros vão com Jack. Uns seguem a razão e outros a Fé. No final da série o próprio Jack que era tão cético começa a ter Fé na ilha e age como um homem que crê nela, demonstrando que o que prevalece é a Fé.

    Veja que durante a série são várias as situações em que a Fé é testada: ter que digitar os números na escotilha para controlar o magnetismo; Jack quando convence Richard de que eles deveriam viver, esperando o pavio chegar ao fim e a dinamite não explodir lá no navio; quando estão no submarino e Jack diz a Sawyer que eles devem esperar a bomba explodir que não vai acontecer nada com eles. Em várias situações a Fé é testada. E veja que nesses momentos, quando eles não acreditam e vão pela razão se ferram. Quando deixaram de digitar os números e quando Sawyer tentou parar a bomba se lascaram. Quando Jack acreditou na Fé salvou Richard. Tiveram várias outras situações desse tipo.

    Por isso a riqueza da série. Se fosse somente uma questão de contar a história deles teria sido ótimo. Mas temos que levar em consideração também a temática Fé x Razão, que pra mim é o ponto chave da série, tornando ela fantástica.

    Saudações a todos.

  66. Ah, e outra coisa…

    …quem esperava um final com explicações “convincentes” depois da ilha se mover, das viagens no tempo e da luz no centro da ilha estava muito apegado ainda ao começo da série e esqueceu levar em consideração esses fatos. Porque tais fatos só mostravam que a série não ia pender para o lado da Razão, era impossível.

    Como é que se explica viagens no tempo, a black smoke e a ilha se mover?

    No filme DejaVu eles tentam dar uma explicação convincente sobre viagens no tempo. Sinceramente, eu assisti o filme e gostei pela organização da estória, como ela é contada. Mas não achei nada convincente a explicação. Se você chegar para qualquer Físico e for tentar convencer ele de que viagem no tempo é possível você não vai conseguir. Simplesmente porque pelo conhecimento que temos até hoje isso é impossível. A explicação de algo que é impossível só é convincente para quem não tem o conhecimento suficiente para perceber os erros na explicação dada.

    Dessa forma muita gente poderia ter ficado satisfeito se Lost acabasse explicando tudo de forma “convincente”, mas muitos achariam tosco. E realmente ficaria tosco tentar explicar tudo que aconteceu na ilha. Somente alguns iriam achar convincente qualquer explicação que fosse dada. Por isso que acho que Lost não poderia terminar de melhor forma.

  67. Pingback: Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST) « Tudo e Nada

  68. Volto só pra esclarecer uma coisa: Lost não é nem nunca foi uma série de mistérios, um romance detetivesco que se propunha a responder seus enigmas.
    Lost é uma obra de realismo fantástico (exemplo clássico: 100 anos de solidão de Gabriel Garcia Marques) e como pertencente a esta corrente literária é extremamente coerente ao que se propôs.

    Quem não gostou tem direito de não ter gostado (e a maioria que não gostou foi por ter comprado gato por lebre), mas não de criticar a coerência interna da proposta que é impecável…

    Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)

    Adriana Almeida.

  69. Pingback: O fim de Lost por Vanessa Medeiros - Trabalho Sujo - OESQUEMA

  70. Me senti ofendida, por que faço parte dessa massa que procura ser mais realista e não se perder em devaneios e especulações pseudo filosóficas.
    Na minha sincera opinião, os produtores de Lost não estavam preocupados com a “vida espiritual do chiclete” e sim com a rentabilidade financeira da série (afinal, EUA produziu e lá eles não fazem nada que não dê retorno) e por isso se perderam no caminho.
    E odiado ou adorado era o último capítulo, que diferença faria para eles?
    Adorei o final de Lost me emocionei chorei, bem novela das oito, personagens que se degladiam durante seis anos (muitos socos, muitos tiros, explosões, mortes desnecessárias) personagem dissimulados, cheios de segredos sempre prontos para atacar uns aos outros, no final … que final lindo, resolvem se amar, todos esqueceram das torturas que sofreram naquela ilha, sem falar dos medos, de saber se iriam sobreviver ou não. Foi lindo ver todo mundo se abraçando prontos para ir para o paraíso. Aliás todos ele mereciam o céu, depois de terem causado muitas mortes e destruição.
    Personagens rivais durantes seis anos, ficaram tão bonzinhos, tão amiguinhos. Nesse ponto eu concordo e tão bom sonhar …

  71. o que significa isto: seu comentério está aguardando moderação ?

  72. realmente uma pena que lost se perdeu nesta ultima temporada, como todas as nossas novelas aqui no brasil, sem pé ne cabeça, final melodramatico desviando-nos do foco principal que era a ilha, me decepcionei, pelo menos galactica teve um final mais convincente do que o nosso querido lost, alias tanto um quanto o outro, meus dois favoritos

  73. Pingback: Citando Agatha – Semana de 24 a 30.05.2010 « A Casa Torta

  74. A conclusão: quem glorifica este final de Lost certamente gosta muito das novelas da Globo. Garanto que tem muita novela que dá uma surra de cinta no quesito “desenvolvimento de personagens”.

    Se gostou do final e não gosta de novela, deve ser só por preconceito mesmo, porque, com a mesma boa vontade que estão analisando Lost, fariam de “A Gata Comeu” a última bolacha do pacote.

    Não dá nem pra dizer que a ideia é original. Vejam o primeiro dia na ilha, ahah:

    Vejam também o que o Hitler achou do final (em espanhol): http://www.youtube.com/watch?v=XFKoxKQHOk4&feature=related

  75. Maravilhoso o seu texto. e é uma prova de que Lost é um clássico, digno dos melhores autores de literatura. É possível discutir inúmeros temas a partir dele, como só é possível em grandes clássicos.

  76. o autor desse blog é um otário.

  77. Final , estranho para uma série esquisita , o agora não existe aqui , todos morrem , fala sério entao as almas ficaram vagando até que todos morressem para que pudessem seguir juntos?! e ainda tem gente que achou isso brilhante , seis anos assistindo lost para ficar sem respostas.

  78. Concordo com tudo que você disse. Na verdade, Lost SEMPRE foi uma série sobre pessoas reagindo a situações não sobre situações com pessoas. Inclusive a proposta de se fazer flashbacks desde o início é um claro indício de mostrar quem eram essas pessoas, suas razões, seus motivos. Eu discordo de quem disse que eles venderam uma coisa errada. Não, eles venderam uma história sobre PESSOAS vivendo situações adversas numa ilha. Além disso, explicações científicas parecem ser a única coisa que as pessoas querem. Ninguém pensa no psicológico, no emocional, todo mundo quer saber Por que as mulheres da ilha perdem os bebês?. E querem saber pela ciência. E ciência não explica tudo. Lost sempre apresentou elementos místicos/fantasiosos e as pessoas insistiram em querer uma “explicação lógica”. Não achei que foi um final novela das oito não. Na verdade, foi um final pra pensar. E alguém aí discorda que a ilha foi a parte mais importante da vida deles? Claro que foi! Olha só tudo que eles passaram e aprenderam lá. Enfim, esse foi o melhor series finale que já vi. Foi uma coisa pra pensar. Lost nunca foi uma série de respostas.

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