Dexter – O Retorno

Quem acompanhou a quarta temporada de Dexter, sabe do que eu estou falando: o final daquele último episódio foi das coisas mais arrebatadoras que eu já vi na televisão. Não foi a morte, não foi o acontecimento, foi o jeito como todas as peças se encaixaram para fazer de um homem já desajustado, um irremediado, um acuado sem saída pelas circunstâncias.

Por isto, fui com toda sede ao pote que era o início da quinta temporada quando [prepare-se, este texto está cheio de spoilers] o personagem de Michael C. Hall teria que lidar com a morte de Rita nas mãos de seu inimigo mais intrigante, o Trinity Killer. E não me decepcionei.

O que Dexter vai fazer agora? Como um homem sem sentimentos e emoções vai lidar com a mais humana das situações, a morte? O desespero nos seus olhos por não saber o que fazer e, pior, não saber o que esperavam dele, foi um dos grandes pontos da atuação de Michael que, eu imagino, se tiver a boa ideia de inscrever este capítulo nas premiações, não vai sair perdendo.

Em determinado momento do episódio, Dex é humanizado. Ele percebe que tem emoções, que não está completamente anestesiado em relação a tudo aquilo, quando se descontrola e mata, sem seguir todo seu ritual, sem lidar com todos os mandamentos, um homem que o irrita em uma loja na beira do porto. Este foi só o começo. O que pode parar um homem que não tem nada a perder?

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